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Ushuaia – Trilhando o Parque Nacional Tierra del Fuego

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Uma das maiores atrações de Ushuaia é a sua beleza natural. As paisagens patagônicas são extremamente lindas e merecem ser exploradas a fundo. E nada melhor para enxergar cada detalhe do que se aventurar por entre suas trilhas  e caminhos. E o lugar escolhido foi o Parque Nacional Tierra del Fuego.

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O Parque Nacional Tierra del Fuego tem 63.000 hectares, sendo que apenas 2.000 são reservados para a área turística. Ele fica a 12 quilômetros do centro de Ushuaia e pode ser acessado de carro, pelo Trem do Fim do Mundo ou por vans e passeios fretados que saem da cidade. A entrada para o parque custa 140 pesos, porém quando eu fui, na baixa temporada, eles não estavam cobrando a entrada. Eu fui com a van/ônibus que sai do ponto de ônibus que fica na Av. Maipú, logo atrás do Centro de Informações Turísticas. A ida e volta custou 120 pesos e você pode descer em qualquer ponto do parque, de acordo com a trilha que você preferir percorrer. Independente da que você escolher, estão garantidas vistas espetaculares da região. São de tirar o fôlego, tanto as paisagens quanto as caminhadas!

Parque Nacional Tierra del fuego

Pode-se dizer que o Parque tem dois conjuntos de trilhas. O primeiro consiste de quatro trilhas mais longas e de maior dificuldade, numeradas de 1 a 4 (vide mapa abaixo). São elas:

(1) A Senda Pampa Alta: com 4,9 km e vista panorâmica para o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo;

(2) Senda Costera: caminhada de cerca de 8 km pela encosta marinha até o Lago Roca;

(3) Senda Hito XXIV: caminhada pela margem do Lago Roca até a divisa com o Chile, cada trecho de ida ou volta tem 3,5 km;

(4) Cerro Guanaco: de alta dificuldade, essa trilha percorre as margens do córrego Guanaco, tendo 4 km de extensão e sendo feita quase toda em subida;

Mapa Tierra del fuego

O problema dessas trilhas é que elas ficam praticamente fechadas no inverno. Digo “praticamente” porque a (1) e a (2) só são fechadas se as condições climáticas estiverem realmente bem adversas. Já as outras duas ficam realmente inacessíveis ao visitante comum, mas pelo que eu entendi, pessoas com larga experiência e com equipamentos adequados podiam, sim, acessar essas trilhas. No versão é tudo liberado e, pelo que ouvi, é a época quando as cores e formas do Parque ficam mais bonitas.

O segundo conjunto é composto por 6 trilhas bem menores, de dificuldade bem pequena. Para se ter uma ideia, a maior delas tem 2 km de extensão. Outro ponto importante é que elas ficam abertas o ano inteiro, algumas, inclusive, têm até passarela para facilitar a caminhada. Diferentemente do primeiro grupo que abrange um pedaço maior do parque, essas seis trilhas se concentram na região da Bahia Lapataia, do lago Roca e da Laguna Negra. Conforme a numeração no mapinha baixo, temos as trilhas:

(1) Paseo de la Isla (600 m);
(2) Laguna Negra (950 m);
(3) Mirador Lapataia (1 km);
(4) Del Turbal (2 km);
(5) Castorera (400 m)
(6) Senda de la Baliza (1,5 km)

 Mapa Tierra del fuego

 

Como fui cedo, desci no início da trilha Mirador Lapataia e fiz inicialmente as de número 3 a 6. Uma dica: se não tiver tempo ou disposição para fazer todas elas, foque sua caminhada nas trilhas Mirador Lapataia e na Senda de la Baliza. São as de paisagens mais lindas! A Del Turbal é mais fechada e monótona. Para fazer essas quatro trilhas, gastei cerca de 2 a 3 horas para percorrê-las a passos bem tranquilos e parando sempre para muitas fotos! E ainda teve um fato curioso: Ao me dirigir para a Castorera, não vi uma seta no caminho, por causa da neve, e passei direto do lugar onde deveria ter entrado. Resultado, em alguns minutos percebi que o caminho estava ficando estreito e comecei a suspeitar que tinha entrado no caminho errado, mas segui. Só fui me dar conta mesmo que estava no lugar errado quando me deparei com a placa de “Limite Internacional”, ou seja, eu tinha acabado de cruzar, a pé, a fronteira com o Chile. E sem querer, hehehe! Dei mais alguns passos só para tirar uma onda e voltei. De volta ao caminho, fui à Castorera, mas me decepcionei. Por causa do inverno, não havia chances de ver um castor por lá. Só a destruição causada por sua presença.

Parque Nacional Tierra del fuego

Para finalizar a caminhada, fiz a trilha de número 1, que leva à área de Camping, às margens do Lago Roca, onde também fica uma pequena lanchonete, que é o ponto inicial e final da van que me trouxe ao Parque. Falando na lanchonete, nunca um chocolate quente foi tão bem-vindo. Após horas caminhando naquele frio, tomar algo quente foi salvador! Como ainda tinha alguns minutos antes da chegada do transporte, caminhei um pouquinho pelas margens do lago Roca, que, diga-se de passagem, estava sensacional iluminado pelo sol que se punha no horizonte! Pena que não consegui fazer a trilha da Laguna Negra. Apesar de ser bem curta e de eu estar bem próximo a ela, já estava quase na hora da última van passar. Ficou para a próxima!

Parque Nacional Tierra del fuego 

Parque Nacional Tierra del Fuego

Ainda falta eu falar sobre o Cerro Martial, mas como esse post já está ficando grande demais, melhor deixar para o próximo. Então, aguardem que ainda tem mais um capitulozinho sobre o Fim do Mundo.

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About Wesley Andrade

Viajante e escritor do blog Vividas Boas. Não perde a oportunidade de entrar em um avião para conhecer mais um pedaço desse mundo tão grande nessa vida tão curta. As estórias e as dicas acabam aparecendo aqui no blog entre uma viagem e outra.

4 Comments

  1. Olá Wesley vou para lá em Agosto e já estive lá nesse verão, mas não consegui fazer trekking por lá por falta de tempo. Dessa vez dedicarei um dia todo para o parque, qual trilha vc recomenda? Não me preocupa a extensão, quero mesmo uma experiência única. Qual a entrada e saída que devo pedir para a van me deixar?
    Precisa do crampoes ou um modelo mais simples dele já ajuda? Eu adorei as fotos das trilhas!! Parabéns.

    Obrigada 🙂

    • Oi Ana Paula,
      Desculpa a demora na resposta, mas estava em viagem pelo exterior e não estava com tempo de sentar e te responder com qualidade. Sobre qual trilha fazer, se as condições climáticas estiverem boas, eu preferiria a “Senda Pampa Alta” por causa da vista panorâmica para o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo. Mas a Senda Costera, pela encosta marinha até o Lago Roca pode ser uma boa opção também. Eu acabei não fazendo essas trilhas maiores e mais panorâmicas porque acabei indo tarde e não daria tempo. Fiz as menores, cujas vistas acabam se restringindo ao parque mesmo. Sobre os crampões não acredito ser necessário. Uma boa bota de trekking, dá conta do recado para essas trilhas que falei. Se fosse para as outras duas maiores, poderia ser necessário por causa das subidas. Mas como elas estarão fechadas no inverno, nem acesso a elas terá. Espero ter ajudado. Abraços e faça uma ótima viagem.

  2. O que precisa para fazer as trilhas? apenas botas de trekking servem?

    • Olá, José Bruno. As botas já ajudam bastante, mas há outros itens que podem ser considerados. Tem que se avaliar o clima, se estiver muito frio, é necessária proteção adequada. Levar água e alguma comida também é interessante. Para poupar os joelhos, pode-se optar por bastões de caminhadas. Enfim, há uma gama de acessórios que podem auxiliar na realização do trekking. Espero ter ajudado. Abraços.

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