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Ushuaia – Os Museus do Presídio

Ushuaia como colônia penal – história


No início do século XX, Ushuaia tornou-se parte do sistema penal da Argentina, com a inauguração do Presídio Nacional em Ushuaia. Inicialmente, ele seria apenas um Presídio Militar, porém logo ele passou a ser utilizado também  para acolher presos de alta periculosidade, que cometeram crimes bárbaros e, na maioria, condenados à prisão perpétua. Apesar de ter sido inaugurado em 1902, o prédio do presídio só ficou pronto em 1920, mas nem assim ele deixou de funcionar, já que forma os próprios condenados que trabalharam em sua construção. E foi justamente por essa característica que o Presídio Nacional de Ushuaia começou caminhar rumo ao seu fechamento, pois esses trabalhos forçados a que era submetidos os presos, na grande maioria das vezes, eram em condições subumanas, com alta carga de trabalho pesado e sob frio intenso.

Assim, depois de muita pressão no Governo argentino, a prisão deixa de funcionar em 1947, mas sua história ainda permanece viva, como museus desde 1997.

Museo Maritimo y del Presidio

Museo Maritimo y del Presidio

Os Museus no Presídio

São quatro os museus que hoje funcionam no prédio do antigo Presídio: o Museu do Presídio, o Museu Marítimo, o Museu Antártico e o Museu de Arte Marinha. Localizado na interseção entre as avenidas Gobernador Paz e Yaganes, a cerca de 500 metros do início da Av. San Martìn, a construção tem o formato pentagonal, com 5 pavilhões de dois andares cada. Os museus abrem todos os dias do ano (exceto em alguns feriados como o dia da Pátria, 25 de maio) e funciona de 10 às 20 hs nos meses de abril a novembro e de 9 às 20 hs nos meses de novembro a abril. A entrada para estrangeiros custa 150 pesos aregntinos para residentes do Mercosul e se a pessoa tiver feito o City Tour, ela ganha 10 pesos de desconto ao apresentar o tícket. Estudantes pagam 90 pesos apresentando a carteirinha internacional de estudante.

Museo Marítimo y del Presidio

Museo Marítimo y del Presidio – área externa


Ao entrar, já damos logo de cara com o Museu Marítimo. Nele é contada a história das navegações pela Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e expedições pela Antártida. Há também diversas maquetes e modelos de navios utilizados nas navegações, além de uma variedade de instrumentos náuticos. É uma perdição para quem se interessa pelo tema. São muitas histórias e estórias interessantes. A construção dos faróis, os navios que ficavam encalhados no gelo, os piratas… Enfim, é apaixonante.

Museo Marítimo

Museo Marítimo

Museu marítimo

Nativos e piratas

Mais a frente, entramos naquele que é a principal atração do complexo de museus, o Museu do Presídio. É impressionante estar num lugar tão singular quanto aquele. Uma construção relativamente simples, mas cheia de significados. São 3 pavilhões abertos a visitação, com acessos aos seus respectivos andares superiores. Temos acesso às celas, algumas ainda com os aspectos originais de sua construção, aos corredores, ao refeitório, ao ginásio esportivo e até aos banheiros. Marcante! Porém, o mero caminhar por entre as alas e celas nos dá apenas uma visão da edificação sem vida. O que enche a visita de significado é a presença do guia. Uma verdadeira aula de história, onde os personagens ganham vida e fatos e lendas vêm à tona. Não recomendo de forma alguma fazer a visita não guiada. Ela dura cerca de uma hora e percorre todas as alas abertas ao público e ainda nos leva a uma réplica do Farol do Fim do Mundo, construída na área externa. Esse farol ficou muito famoso por ter sido tema de um dos livros de Júlio Verne e por já ter sido o farol mais ao sul do planeta.

 

Museu do Presídio

O Guia

Museu do Presídio

Corredor e celas

 
Museu do Presídio

Esse é perigoso

Terminada a visita guiada, ficamos livres para percorrer as demais alas e visitar o pequeno Museu Antártico, que conta as histórias das expedições ao continente antártico, desde as primeiras tentativas até as conquistas mais recentes, além de demonstrar os tipos de embarcações e equipamentos utilizados pelos navegadores e trazer um pouco da geografia e da fauna típica da região. Por fim, ainda há o Museu de Arte Marinha, responsável por mostrar obras de artistas famosos por retratarem a arte marinha, portuária, da água e da pesca. Caso tenha interesse em levar alguma lembrança do local, há um pequeno Gift Shop que vende desde souvenires do presídio até lembranças típicas de Ushuaia.

Farol do Fim do Mundo

Farol do Fim do Mundo

Museu do Presídio

E assim termina meu relato sobre o Museu Marítimo e do Presídio, visita fundamental quando estiver de passagem por Ushuaia, se quiser saber mais de uma parte importante da história da cidade. Mas ainda não acabaram os relatos prisionais. Ainda falo em outro post sobre o Trem do Fim do Mundo que também tem um papel importante nesse contexto.

 

About Wesley Andrade

Viajante e escritor do blog Vividas Boas. Não perde a oportunidade de entrar em um avião para conhecer mais um pedaço desse mundo tão grande nessa vida tão curta. As estórias e as dicas acabam aparecendo aqui no blog entre uma viagem e outra.

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  1. Pingback: Ushuaia - Navegação pelo Canal Beagle e o City Tour

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