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Nova Iorque – A emoção de assistir uma partida da NBA

Madison Square Garden

Americano adora esportes, principalmente os relacionados com as 4 principais ligas esportivas do país: a de Futebol Americano (National Football League – NFL), a de Basquete (National Basketball Association – NBA), a de Baseball (Major League Baseball – MLB) e a de Hockey no gelo (National Hockey League – NHL).

Com os nova-iorquinos isso não poderia ser diferente. Tanto que Nova Iorque tem dois times em cada uma das ligas acima citadas. Nenhum outro estado americano ostenta igual número em todas essas ligas. Na NFL, eles têm o New York Giants e o New York Jets. Na NBA, têm o tradicional New York Knicks e o novato Brooklyn Nets. Na MLB, disputam o New York Yankees e o New York Mets e, por fim, na NHL, há o New York Rangers e o New York Islanders.

Dessas quatro ligas, sou super fã de duas. Em primeiríssimo lugar, a NFL, adoro futebol americano, mas como a temporada já estava no fim, só faltava mesmo o Super Bowl, não tinha jogo para assistir no estádio. E como a temporada da NBA estava pegando fogo, fomos assistir dois jogos do New York Knicks, um contra o poderoso Chicago Bulls e outro com o Utah Jazz.

O New York Knicks manda seus jogos no lendário Madison Square Garden, localizado na Sétima Avenida, na altura da Rua 32. Acho que nem preciso dizer que escolhi o metrô como forma de transporte ao ginásio. É muito prático, mas muito mesmo, simplesmente porque ele fica bem em cima da New York Penn Station, uma importantíssima estação central de Manhattan pela qual passam todas as linhas de metrô da cidade e ainda tem uma estação de trem para cidades vizinhas. Ou seja, de qualquer lugar de Manhattan, você chega facilmente de metrô ao Madison Square Garden. E mais, na estação, no caminho para o ginásio, há uma boa praça de alimentação, daí você pode aproveitar e fazer um lanchinho antes do jogo. Para sair da estação e chegar ao Madison, basta você seguir as placas e chegará a um conjunto de escadas rolantes e subindo você já estará há uma ruazinha de entrar MSG.

Madison Square Garden         Madison Square Garden


E os ingressos para a NBA são fáceis de conseguir?

Na temporada regular é razoavelmente fácil, mesmo para um Big Game, como são chamados os jogos entre os grandes, desde que você compre com uma certa antecedência. Nos playoffs a dificuldade aumenta um pouco, mas não é tão difícil assim achar um bom ingresso. Há basicamente três formas de comprar seu ingresso: na bilheteria do Madison Square Garden (o horário de funcionamento da bilheteria do MSG pode ser conferido aqui nesse link), pela internet no site oficial de vendas e pela internet em sites de revendas de tickets. Na bilheteria e na Ticketmaster, você encontrará os tickets mais baratos, com uma leve vantagem para a bilheteria, pois você poderá escolher exatamente seu lugar. No site da Ticketmaster, você só escolhe o setor. Porém, se você deixar para comprar seu ingresso depois que chegar na cidade, pode não encontrar mais bons lugares, nem bons preços. Assim, caso essas duas primeiras vias falhem, ainda lhe resta comprar de um site de revendas. Há diversos deles, mas o que já usei e confio é o Stubhub. O diferencial deles é que você não depende que outra pessoa envie o ingresso a você, a própria Stubhub recebe os ingressos e faz a revenda. E você ainda pode pegar o ingresso em uma de suas lojas.

Madison Square Garden Amanda


Como eu deixei para comprar os ingressos em cima da hora, só encontrei lugares caros nas revendas oficiais. Daí, acabei utilizando o Stubhub. Deu super certo, comprei pela internet e retirei os tickets na unidade que fica na Rua 42. Cada ingresso custou cerca de 100 dólares. Na bilheteria e na Ticketmaster, só tinham lugares de mais de 200. Mas, se tivesse comprado com antecedência, poderia ter assistido o jogo do mesmo lugar pagando cerca de 60 dólares. O local escolhido foi nas cadeiras superiores. A visão panorâmica da quadro é excelente de lá.

Ingressos na mão, hora de ir ao jogo. Knicks x Bulls. Carmelo Anthony x Derrick Rose. Promessa de jogaço. Chegamos com uma hora de antecedência. Comprei uma camisa do Knicks e um acessório de torcedor e iniciamos nossa entrada no Madison Square Garden. Que organização! O pessoal do staff fica orientando a entrada das pessoas de acordo com o setor comprado. O acesso às cadeiras é feito por andares, por onde você chega de escada rolante. Sem tumulto, nem confusão. Em poucos minutos já estávamos acomodados em nossos lugares, previamente demarcados no ticket. 


Madison Square Garden WesleyMadison Square Garden Knicks


Vai começar. Mas, antes, ainda há várias atividades para entreter o público. Música, as famosas cheerleaders dançando e jogando camisetas na arquibancada, brincadeiras com membros da torcida, mascote e até um jogo de basquete entre cadeirantes. Resumindo: um show, um espetáculo à parte. E o mais legal é que nos intervalos mais longos, mesmo durante o jogo, esse pessoal voltava novamente à quadra para animar a galera. De vez em quando no telão, aparecia alguém da torcida em alguma cena engraçada ou na famosa tomada onde eles miram um casal esperando um beijo. Se tiver algum famoso no ginásio, ele aparecerá no telão também, com certeza. Difícil não se empolgar. Americanos sabem fazer uma boa festa esportiva.

Madison Square Garden Knicks NBAMadison Square Garden Knicks NBA


Madison Square Garden Knicks NBAMadison Square Garden Knicks NBA


Os jogadores entram em quadra. A entrada é triunfal! Uma música empolgante dita o ritmo dos jogadores  com seus cumprimentos estilizados. À medida em entram seus nomes são anunciados e suas fotos aparecem no telão. A torcida é só festa. Em poucos minutos, a bola sobe. Que jogo! Pelo lado dos Knicks, Anthony, Stoudemire e Tyson Chandeler jogaram muito. Pelo lado dos Bulls, Rose, Noah e Boozer arrebentaram. O resultado foi um jogo com cestas fantásticas, enterradas, tocos, dribles, assistências geniais, enfim, foi eletrizante. Tanto que a 23 segundos do fim, o placar era de 101 a 100 para os Bulls. A torcida já não sentava mais. Os quase 20 mil torcedores presentes estavam todos de pé. Que emoção! Mas, no fim, não deu. Os Knicks perderam de 105 a 102.

Madison Square Garden Knicks NBAMadison Square Garden Knicks NBA


Madison Square Garden Knicks NBA


Madison Square Garden Knicks NBA Julia Stiles


Madison Square Garden Knicks NBA


A saída do estádio foi igualmente organizada. Mesmo sendo quase meia-noite, o metrô ainda funcionava e assim voltamos ao Hotel. Aqui só um detalhe: ao sair, já no caminho do metrô, parei para comprar uma cerveja para ir tomando no caminho. Para minha surpresa, descobri que é proibido beber nas ruas e no metrô em Nova Iorque! O vendedor nem me vendeu a cerveja. Só poderia comprar se fosse consumir ali, na hora. Achei estranho por estar acostumado a fazer isso no Brasil, mas, pensando em termos de segurança, eles estão certíssimos.

Madison Square Garden Knicks NBA cerveja
Cerveja, só dentro do ginásio

Gostamos tanto que, quatro dias depois, voltamos ao Madison Square Garden para assistir mais um jogo do Knicks pela NBA, agora contra o Utah Jazz. Desta vez, pagamos só 50 dólares em cada ingresso. E foi mais um grande jogo. E agora, vimos a vitória dos Knicks por 99 a 88, com direito à estreia do garoto chinês Jeremy Lin, que entrou no lugar da estrela Carmelo Anthony, que estava machucado, e marcou nada menos que 28 pontos. Nem precisa dizer que ele rapidamente virou chodó da torcida do Knicks. A festa ao final do jogo foi sensacional!

Madison Square Garden Knicks NBA Madison Square Garden Knicks NBA


Madison Square Garden Knicks NBA


A experiência vale cada segundo aproveitado e cada centavo gasto. Quem dera os eventos esportivos no Brasil incorporassem pelo menos a metade da organização e da diversão oferecida ao espectador. Estaríamos em outro patamar esportivo. Assistindo a um jogo da NBA em um ginásio como o Madison Square Garden a gente entende o motivo de os Estados Unidos serem essa superpotência esportiva que são!

About Wesley Andrade

Viajante e escritor do blog Vividas Boas. Não perde a oportunidade de entrar em um avião para conhecer mais um pedaço desse mundo tão grande nessa vida tão curta. As estórias e as dicas acabam aparecendo aqui no blog entre uma viagem e outra.

3 Comments

  1. Pingback: Futebol Americano: Assistindo os Eagles na Filadélfia | Vividas Boas

  2. Bom dia Anônima,
    Na verdade a proibição em NY envolve o consumo de bebidas alcoólicas em lugares abertos, na rua mesmo, por exemplo. Não tem a ver com horários. Em bares e restaurantes, é permitido beber enquanto eles estiverem abertos, sem problemas.
    E nem dá para generalizar dizendo que é algo dos Estados Unidos como país, porque em New Orleans e Las Vegas, por exemplo, essa prática não é proibida.
    Mas, realmente eu não sabia. Já tinha ido aos Estados Unidos outras vezes, mas nunca tinha pensado em beber na rua, nem pensado na situação, simples assim. Quando precisei, fui informado e estava compartilhando a informação para outros que, assim como eu, não sabiam. Agora sabem. rssssss
    Não tenho vergonha de vir aqui no blog e escrever sobre situações inusitadas, micos e aprendizados que tive em minhas viagem. Não acho isso lamentável. Faz parte do processo e é o estilo do blog. Contar minhas estórias vividas. Não tenho a pretensão de ser um guia ou uma enciclopédia dos lugares que passo.
    Eu tento, sim, pegar algumas informações importantes sobre os destinos que visito, mas sem exagerar ou ter que saber de todos os detalhes. Viver o novo, o inusitado e até mesmo passar apertos faz parte do meu cotidiano nas viagens.
    Obrigado pelo comentário. Um grande abraço. 🙂

  3. Eu fiquei surpresa em ler que vc n sabia que bebidas alcóolicas são proibidas em determinados horários. Antes de eu viajar pela primeira vez ao Estados Unidos eu já sabia disso.
    Se informar antes sobre o pais a ser visitado é quase uma obrigação, para não passar vexame como muitos brasileiros fazem, lamentável.

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