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Florença: 4 dias no berço do Renascimento

Finalmente consegui sentar e escrever sobre nossa estada em uma das mais belas e reveladoras cidades italianas: Florença ou Firenze, se preferirem no original italiano. Foram 4 dias bem intensos em que perambulamos bastante pela cidade e, acredito, que conseguimos sair satisfeitos com tudo o que vivemos e experimentamos no berço do movimento renascentista. Florença respira cultura e arte, mas também oferece lindas paisagens e ótima comida a seus visitantes. E ainda deu tempo de dar uma escapadinha e passar uma tarde em Pisa, para conhecer a mais famosa torre italiana.

Vem conosco descobrir como foram nossos 4 dias em Florença.

1º dia em Florença: Duomos, igrejas e muitas escadas

Chegamos em Florença já no fim da noite, após uma viagem de trem partindo de Veneza. Só tivemos tempo mesmo de chegar no hotel e descansar para os dias seguintes.

No primeiros deles, aproveitamos que estávamos hospedados por perto e começamos o dia logo cedo pela atração mais famosa de Florença: a Catedral de Santa Maria del Fiore, conhecida também como o Duomo de Florença. A Catedral, cuja construção começou em 1296, chegando a sua atual forma somente em 1903, possui quatro pontos de visitação: a Igreja propriamente dita e sua cúpula, a Torre do Sino de Giotto, o Batistério de San Giovanni e o Museu. Tivemos o prazer de conhecer todos eles e daremos mais detalhes em um post dedicado especialmente ao Duomo. Mas já adianto que é imperdível gastar bastante tempo admirando os afrescos da Cúpula. E para os mais animados é possível subir os seus 463 degraus e ver tudo de pertinho, além, é claro, das paisagens de Florença e da Toscana. Agora, para quem é bem animado mesmo, dá também subir a Torre do Sino, com seus meros 414 degraus. Uma boa ideia é subir uma pela manhã e outra no por do sol. E foi justamente o que fiz.

Catedral Santa Maria del Fiore

Catedral Santa Maria del Fiore - frente

Catedral Santa Maria del Fiore - Duomo

Saindo de lá, almoçamos, fizemos uma caminhada pelo centro da cidade e continuamos nossa jornada religiosa. Agora, na Igreja Santa Maria Novella. Não tão imponente quanto a Catedral de Santa Maria del Fiore, o que chama atenção nessa Igreja, inaugurada em 1360, são as peças de arte dispostas nas Capelas, seus diversos afrescos e seus vitrais. Artisticamente falando, achei seu acervo até mais rico que o da Santa Maria del Fiore.

Igreja Santa Maria Novella - Florença

Saímos da Santa Maria Novella já no final da tarde. Durante a caminhada de volta ao hotel, passando em frente à Catedral, me bateu a ideia de subir os 414 degraus da Torre do Sino para contemplar o por do sol florentino lá do alto. E, apesar do cansaço, não me arrependi. As fotos falam por si mesmas.

Por do sol Florença - Duomo

Anoitecer Florença - Duomo

À noite, ainda tivemos pique para curtir um pocket show de uma bandinha de rock, cujo nome não me lembro nem a peso de porrada, no Hard Rock Cafe. Foi bem legalzinho para descontrair e terminar bem o dia.

2º dia em Florença: Uffizi, Palácios, Arno e vistas da cidade

Para começar o dia, finalizamos a visita ao complexo da catedral Santa Maria del Fiore. Se no primeiro dia, nos limitamos à Catedral e à Torre do sino, no segundo foi a vez de conhecer o Batistério de San Giovanni, consagrado em 1059, e famoso por suas vultosas portas de bronze, sendo a principal, a Porta do Paraíso talhada totalmente em ouro. A Porta do Paraíso, inclusive, não encontra-se mais no Batistério. Hoje ela está disposta no Museu dell’Opera del Duomo, próximo escala do nosso dia.

Porta ouro Museu dell’Opera del Duomo

Em seguida, seguimos para o Palácio Vecchio, atual sede da prefeitura de Florença. Além da sede do Governo, funciona no Palácio um grande e interessante museu, com destaque para os 39 afrescos de Vasari pintados no teto do Salão dos Quinhentos, um dos maiores da Itália. O Palácio Vecchio, cuja construção terminou em 1314, fica localizado na Praça da Senhoria, que por sua vez é um dos locais mais interessantes da cidade. Para mim, essa praça oferece um excelente panorama da expressão da arte renascentista italiana. Algumas das mais importantes obras do Renascentismo estão ali retratadas, como o Davi de Michelangelo (cópia) e a Fonte de Netuno.

Palácio Vecchio afrescos de Vasari

Fonte Netuno Florença

Dali, atravessamos o rio Arno e fomos caminhar pelo outro lado de Florença. O destino era a Piazzale Michelangelo, de onde se tem a mais linda vista panorâmica da cidade e de parte da região da Toscana. É de tirar o fôlego. Difícil é parar de contemplar e continuar o caminho.

Florença vista do alto

Vista Panorâmica Florença

Florença vista da Piazzale Michelangelo

Antes de acabar o dia, ainda deu tempo de fazer uma rápida visita ao Palazzo Pitti, que diga-se de passagem, não deveria ter sido rápida dada a imensidão do local e a quantidade de museus existentes, além dos magníficos Jardins Boboli, que a gente acabou vendo só da janela porque o acesso já havia se encerrado. Apesar dos pesares, as salas que conseguimos percorrer valeram a visita a esse Palácio, cuja construção foi iniciada em 1464 e que possui tão importante história política para a região toscana, visto que as grandes famílias que regeram a região Toscana tiveram o Palácio como morada.

Palazzo Pitti Florença

Para finalizar o dia, paramos na Ponte Vecchio para observar o por do sol e fazer umas comprinhas na feirinha/mercado que fica ali na região da ponte. Depois dessa andança toda, nada melhor que a famosa bisteca fiorentina para repor as energias.

Rio Arno Florença

3º dia em Florença: Praças, parques e Pisa

O terceiro dia em Florença começou bem livre de filas e lugares fechados. Tiramos a manhã para caminhar pela cidade e nos permitimos a descobrir as belezas da cidade, sem compromisso. Passeamos por parques e praças. Entramos em igrejas menores. Paramos para comer e tomar café com mais tranquilidade, sem se preocupar tanto com o horário e filas.

cidade Florença

À tarde, pegamos um trem e nos dirigimos a outra pérola do turismo da região Toscana: Pisa. Afinal é difícil pensar em Itália sem lembrar da famosa torre inclinada. E como fica a apenas uma hora de trem de Florença, não poderíamos deixar escapar a oportunidade de conhecê-la.

Foi muito divertido e agradável passar a tarde ali no complexo da Torre de Pisa, localizado Piazza del Duomo, também conhecida como Piazza dei Miracoli. Há muito o que ver e fazer por ali. Além da Torre Pendente de Pisa, é possível visitar a Catedral, o Batistério, o Camposanto (cemitério) e dois museus. Aliás, se tiver ânimo, dá para subir no topo da Torre. Basta encarar os 273 degraus que percorrer os 15 metros do monumento. Mas, o mais engraçado é ficar ali embaixo mesmo vendo as poses do pessoal tentando tirar fotos segurando a Torre. É hilário dependendo do ângulo que você vê.

Torre de Pisa

Há muito o que se falar da cidade e da Torre, então ela ganhará um post somente dela para que possamos falar em todos seus detalhes.

4º dia em Florença: Davi e partida para Paris

Em nosso último dia em Florença, não podíamos deixar de visitar a Galeria da Academia, fundada em 1784, onde ficam as mais valiosas e renomadas obras de arte da cidade, como o Davi de Michelangelo, as Sabinas de Giambologna, a Madonna e filho e Madonna do Mar de Botticelli. É um dos museus mais sensacionais da Europa e visita certa em Florença.

Madona e o filho - Galeria Academia

Davi de Michelangelo - Galeria Academia

Uma dica que deixo quanto à Galeria da Academia é: compre os ingressos antecipadamente e sempre com horário marcado. As filas são enormes e tentar a sorte sem reserva pode resultar em uma longa espera ou até mesmo frustrar a sua visita.

Saindo de lá, só deu tempo de saborear mais uma vez uma boa massa italiana e voltar à Piazzale Michelangelo para se despedir daquela maravilhosa vista de Florença. Depois, foi pegar as malas no Hotel, partir para a estação de trem e seguir nossa jornada rumo ao próximo destino: Paris.

Trem para Paris

About Wesley Andrade

Viajante e escritor do blog Vividas Boas. Não perde a oportunidade de entrar em um avião para conhecer mais um pedaço desse mundo tão grande nessa vida tão curta. As estórias e as dicas acabam aparecendo aqui no blog entre uma viagem e outra.

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